segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Triste Sorriso de um Sonho

Tocada levemente pelo sonho,
Deixa cair levemente o cigarro nos dedos fraquejados.
Soluça em espirais de fumo,
Espera soluções...

Olhos fixos no horizonte, como se de lá viesse a Verdade,
Como se a solução estivesse na brisa que...
Sopra breve brisa entre os seus cabelos,
Refresca o pensamento...

Tocada levemente pelos Sonhos,
Deixa-se ficar entre olhos cerrados,
Fantasmas que flutuam entre o verde,
Corações que palpitam naquela ponte.

Atira a cabeça para traz,
O sorriso para longe,
Entrega-se a momentos imperceptíveis,
Até mesmo para ela...


Poeta das Marés
visitem o meu site em: http://poetamares.blogspot.pt/

A LUA E O VENTO

O vento soprou de mansinho, desceu a montanha beijando as encostas
O sol escondeu-se sob o seu manto. Parecia já noite e o luar ainda não tinha beijado a terra.

Com um manto branco, de fina seda ela estava no meio da planície. ´

O vento sorriu-lhe ao passar nos seus cabelos, espalhando-os pelo ar. Os seus olhos fechados, o rosto levantado, a brisa que a cobria , o sonho que desesperara.

O vento corria e parecia não parar...

A Cascata

Existem lugares na nossa mente que nos fazem delirar, fantasiar, voar... Porém nem sempre os conseguimos alcançar. Por vezes estão longe, bem longe fora do nosso tempo, da nossa presença.

Mas existe um lugar, difícil de encontrar, bem distante, onde os sonhos se concretizam e a paixão existe. Ai não existem rostos, nomes, apenas a presença constante de amantes que esvoaçam sobre o desconhecido em busca de coisas que nem em sonhos se atreveram pedir.

Dá-me a tua mão, irei te indicar o caminho por entre passagens e labirintos que jamais sonhaste existirem.

O Monte

Enquanto as tuas fracas asas se recusavam a voar contra a tempestade a minha mente esvoaçava à tua procura. Por entre as nuvens baixas e carregadas lá ia eu ao teu encontro.

O sol esquecido, o vento que sopra com força. Ai, como queria estar longe, muito longe desta tempestade.

Fecho os olhos devagar, bem devagar, muito devagar….

São poucas as vezes que aqui venho, mas cá estou eu.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Os primeiros três acordes....

Por onde se começa um email?

Talvez seja pelas saudações habituais: Como estás? Que tens feito?

Simples frases que nos fazem entrar num diálogo, mas muito pouco original para começar a prender a atenção de alguém.

Ao som de Jorge Palma, prefiro perguntar como podemos criar o nosso Bairro do Amor?

Um círculo na praia

Entoa baixinho, quase imperceptível. Nem sei se música será se a maresia que se requebra junto de nós.

Talvez seja música, talvez até não, mas também não foi para isto que vim. Que me importa o que acontece. A aragem corre devagar suave e fresca. Sobre o meu rosto já a sinto escorrer.

Nem sei de onde vens, mas sei que aqui estás, sinto o teu cheiro, algo que nunca senti, mas sei que é ele, doce e suave que se sobrepõe à maresia.

O Beijo da Lua

Amarraste-me ao mundo. Prendeste-me as mãos a teu belo prazer. Padece a carne nas mãos da noite.
Fixo os olhos no teu manto cintilante, com os pulsos rasgados pela dor de não me libertar do teu olhar.
Acaricias-me o rosto, tocando levemente os olhos, cegando a vista natural dos sonhos. Prendes-me o desejo enchendo a noite com o teu perfume.

Cai o teu manto sobre mim e agoniza-se o sonho, eleva-se o corpo em contradição com o solo que me segura. A tua pele clara, que se enche de luz e eu, de olhos vendados, toco o teu rosto.
Não reconheço os contornos da tua boca, mas relembro o toque molhado dos teus lábios.