Por mais que eu me deixe cair no esquecimento não posso varrer da mente aquelas horríveis palavras de amor, aquelas tristes querelas de uma mente perturbada pelo medo e pelo ódio do sofrer. Por mais que tente nunca serei eu a deixar este lugar do paraíso para onde me deixo cair constantemente, como se a fera se regredisse constantemente na minha procura.
Quase noite e a cama estremece de frio como se a noite a fosse devorar para um local distante. Daí a instantes chegará o sono com todas as suas vertentes míticas carregadas de fantasias. Daí a pouco ficará o céu encoberto por um manto de selváticos gritos de liberdade: são as criaturas da noite na sua constante demanda de felicidade. Num sinal cirúrgico rasgam-se os céus num negro azulado pela estrada galáctica.
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
O Farol
Eram Sete as estrelasLuminosas como só a noite sabe ser
Sete são as flores,
Perfumadas em emoção.
Talvez de mistério vestidas
Talvez, noites sombrias
Talvez por não ter outra forma
Forma de exprimir estes desejos!
Sete desejos de luxúria e perdão.
Poucas palavras que dizem tanto.
Loucuras entre sábios sentimentos
Que nos trazem um amargo à boca.
Promessas e juras,
Cadeias e correntes de sentimentos
Mil juras, sentir e não permitir
Mas sentir de novo esta aragem fresca.
Doce ar da primavera,
Tão difícil de pensar,
Um caso complicado de se entender,
Para quem procura compreender.
Talvez o Amor,
Quem sabe a Paixão
Que me sussurra ao ouvido:
Não há luz sem escuridão!
No meio da dor,
Encontrei este Farol
Que me deixa confuso,
Como só ele me sabes deixar!
Poeta das Marés
O Bafo na Vidraça
Os dedos gelaram
A boca fria e amarga
O beijo delicado no sonho!
O frio lá fora
E cá dentro, dentro de mim
A vidraça escurecida pelo sol
Os sonhos endurecidos pela dor
A vidraça fria
O sonho lá fora
O frio cá dentro, dentro de mim
Gota a gota
Cai a noite gélida
O frio lá fora, fora de mim
O bafo na vidraça
A noite lá fora
Pequenas ilusões
Desenhadas na nubelina!
O frio lá fora
O bafo na vidraça
O sonho esquecido
E a solidão dentro de mim!
Poeta das Marés
A boca fria e amarga
O beijo delicado no sonho!
O frio lá fora
E cá dentro, dentro de mim
A vidraça escurecida pelo sol
Os sonhos endurecidos pela dor
A vidraça fria
O sonho lá fora
O frio cá dentro, dentro de mim
Gota a gota
Cai a noite gélida
O frio lá fora, fora de mim
O bafo na vidraça
A noite lá fora
Pequenas ilusões
Desenhadas na nubelina!
O frio lá fora
O bafo na vidraça
O sonho esquecido
E a solidão dentro de mim!
Poeta das Marés
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